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Maxamba; 2015; DCP; 25`; Color; Portugal-USA
“Com a eminente demolição do bairro Quinta da Vitória (Lisboa. Portugal), este filme pretende constituir-se como um arquivo vivo da história e da memória dos moradores e contribuir para a sua representação na cidade. O filme foca o quotidiano de um casal idoso descendente de uma família indiana, que emigrou de Moçambique ( uma ex-colónia portuguesa) para Lisboa na década de 70. Ambos vivem e trabalham como alfaiates no bairro da Quinta da Vitória, tendo, por isso, uma estreita relação com os outros moradores, estando especialmente integrados na comunidade hindu que vive neste bairro.”
Realizado e Produzido Suzanne Barnard and Sofia Borges
Som
Don Maue
Montagem
António Gadanho
Imagem e Captação de som
Suzanne Barnard and Sofia Borges
Créditos e Cor
Rafael Abreu-Canedo
Design Gráfico
Inês Veiga
Desenvolvimento Website
João Martins
Tradução
Bijal Lalgi and Bina Joshi


Intervenientes

Puspavantibai Valgi
Amarchande Otomchande
Ila Lalgi


Apoio Financeiro

Duquesne University

Testemunho dos realizadores
“A nossa prática cinematográfica colaborativa reconhece que o filme não é um “documento” da realidade pré-existente, mas que compreende uma história, um arquivo, através da participação colectiva, agregando os envolvidos num processo. No caso do nosso trabalho na Quinta da Vitória, este processo pressupõe diferentes noções culturais de tempo – o “tempo do dia a dia (quotidiano)”, o “tempo de vida” e o “tempo cosmológico” – que são diferentes, entre outras coisas. Estas diferenças têm um impacto na compreensão, no investimento da memória pessoal e na reconstrução de eventos passados. Por estas razões, uma prática cinematográfica colaborativa deve desenvolver os meios (ex. estéticos, interpessoais, tecnológicos) para a compreensão deste profundo processo da realidade material do filme, em si mesmo, simultaneamente, improvisada, híbrida, (potencialmente) temporal e histórica.”
SUZANNE BARNARD E SOFIA BORGES — 25 JULHO, 2013

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Suzanne Barnard é professora associada de Psicologia na Duquesne University, cineasta e psicóloga clínica. É doutorada em Psicologia Clínica pela Loyola University of Chicago e concluiu os seus estudos de pós-doutoramento na Georgetown University. É co-editora juntamente com Bruce Fink do livro Reading Seminar XX: Lacan’s Major Work on Love, Knowledge, and Feminine Sexuality, e publicou extensamente sobre perspectivas do corpo e da subjectividade em Lacan, feminismo françês e Foucault. Escreve igualmente sobre teoria do cinema (a partir de Deleuze e das suas abordagens ao cinema, afecto e subjectividade) e apresentou trabalhos sobre os filmes de Pedro Costa, Ben Russell e John Akomfrah. A sua investigação integra psicologia, filosofia, cinema e etnografia e tem leccionado cursos sobre Deleuze, estética colaborativa, psicologia, migração, slow cinema e sobre o pós-humano no cinema de ficção científica. Recebeu uma bolsa do Centro de Estudos Africanos da Duquesne University com o objectivo de criar um curso no âmbito das identidades globais e cinema Africano; simultaneamente foi curadora da Mostra de Cinema Africano realizada em 2015. Tem sido consultora de vídeo no The REP Professional Theatre Company (Pittsburgh). O seu trabalho cinematográfico foi apoiado pela Heinz Fundation, Binaural Media, Women and Girls Foundation e Duquesne University. Recebeu recentemente, com Christopher McCann um apoio da NEH Endowment Grant para um projecto cinematográfico em actual pre-produção: “Breath and Folding: An Ethnographic Film on Cosmologies of Air, Light, and Space”).
Sofia Borges é artista visual e investigadora. O seu trabalho envolve uma relação com as comunidades locais, política, instalação e cinema. Estudou Pintura e Escultura na Faculdade de Belas Artes de Lisboa e Ar.Co. Concluiu o Mestrado em Estudos Curatoriais (Universidade de Lisboa/ Fundação Calouste Gulbenkian), onde estudou o processo colaborativo no âmbito das artes visuais e do cinema. A partir de 2006 começou a trabalhar no bairro da Quinta da Vitória (até sua demolição final em 2014), onde coordenou e fez pesquisa, documentação e projectos artísticos, envolvendo os moradores locais e colaboradores de outras disciplinas, como a Antropologia, o Cinema, Arquitetura e Botânica. “A Festa Acabou” projeto que trabalha a partir da imaginação e narrativa criada pelos próprios habitantes, foi apresentado no bairro da Quinta da Vitória, bem como na exposição “Underconstrution”, de Mónica Miranda e Paul Goodwin. Durante a demolição deste bairro, ela começou a “Colecção Jardins da Vitória” uma instalação localizada no espaço público perto deste bairro, criada com árvores e plantas doadas pelos moradores da Quinta da Vitória. O seu trabalho foi apoiado pela Fundação Calouste Gulbenkian (2013), Câmara Municipal de Loures (2012-13), DGA- Ministério da Cultura (2008), Município de Oliveira do Hospital (2008) e da Fundação Oriente (2001).

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Suzanne Barnard
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netsophia@gmail.com